Precificar contrato de manutenção é onde muita empresa boa tecnicamente perde dinheiro. O serviço é bem feito, o cliente está satisfeito, e no fim do ano a conta não fecha — porque o preço foi definido "olhando o mercado" em vez de olhando o custo.
Comece pelo que o contrato consome
Antes de pensar em preço, monte o consumo real de cada visita:
- Tempo de execução — quantos equipamentos, quanto tempo por equipamento
- Deslocamento — tempo de ida e volta, combustível, pedágio
- Frequência — quantas visitas por mês ou por ano o plano exige
- Insumos — produto de limpeza, material de consumo
- Equipe — um técnico ou dois?
Deslocamento é o item mais subestimado. Um cliente a 40 minutos consome mais de uma hora só em trânsito, ida e volta — e isso não aparece na nota como serviço.
Some o custo indireto da empresa
Além do custo direto, existe o que a empresa gasta para existir: veículo, ferramenta, telefone, contador, sistema, impostos, o tempo de quem faz orçamento e atende cliente. Esse valor precisa estar diluído no preço da hora, senão você trabalha para pagar a estrutura.
Fatores que ajustam o preço para cima
- Criticidade — ambiente que não pode parar exige prioridade no atendimento; isso tem preço
- Horário — manutenção fora do expediente do cliente (noite, fim de semana)
- Altura e acesso difícil — condensadora em telhado, fachada, casa de máquinas apertada
- Ambiente agressivo — litoral, cozinha, área industrial
- Documentação — PMOC com responsável técnico e ART tem custo próprio
O erro de dar preço por equipamento sem olhar o conjunto
"R$ X por split" parece simples, mas ignora que dez splits no mesmo endereço custam muito menos por unidade do que dez splits espalhados em três cidades. Considere o custo por visita, não só por aparelho.
Contrato x avulso
Deixe claro na proposta o que muda entre os dois:
- Contrato: preço por visita menor, agenda garantida, prioridade em corretiva, PMOC em dia
- Avulso: preço cheio, atendimento conforme disponibilidade
A diferença precisa ser visível o suficiente para que o contrato seja obviamente melhor — mas não tão grande que você perca dinheiro nele.
Reajuste: combine antes
Contrato de manutenção costuma durar anos. Defina no papel, desde o início, quando e como o valor é reajustado. Cliente aceita reajuste previsto em contrato com naturalidade — e resiste a reajuste que aparece de surpresa.
O que sustenta preço acima do concorrente
Preço se defende com entrega demonstrável. Relatório com checklist, fotos e assinatura, histórico por equipamento e PMOC sempre atualizado colocam você em outra categoria — e o cliente para de comparar sua proposta com a do concorrente que só manda um orçamento por WhatsApp.
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